Na Dinamarca, os estudantes da UE/EEE e da Suíça não pagam propinas, também nos mais de 500 cursos lecionados inteiramente em inglês; os estudantes de fora da UE/EEE pagam normalmente 6000–16 000 € por ano. As candidaturas às licenciaturas fazem-se no portal central optagelse.dk, onde podes escolher até 8 cursos. Descobre como funcionam os contingentes de admissão, quanto custa um mês (normalmente 1000–1700 €) e as regras para trabalhar enquanto estudas.

Na Dinamarca podes escolher entre cinco tipos de instituições de ensino superior:
A oferta em inglês é grande: segundo o portal da Comissão Europeia, mais de 500 cursos são lecionados inteiramente em inglês.
O sistema dinamarquês segue o modelo de Bolonha:
O ano letivo começa em agosto ou setembro.
Dinamarca – licenciaturas (1.º ciclo)
Dinamarca – mestrados integrados
Dinamarca – mestrados (2.º ciclo)
Dinamarca – doutoramentos
Para uma licenciatura candidatas-te de forma centralizada, através do portal optagelse.dk, e depois cada instituição avalia os candidatos. Podes candidatar-te a até 8 cursos ao mesmo tempo. Depois de enviares a candidatura, imprimes e assinas a página de assinatura de cada curso e envia-la à instituição.
As vagas dividem-se em dois contingentes:
Prazos (exemplo: Universidade de Copenhaga, admissão de 2026): o portal abre a 1 de fevereiro. Com um diploma do ensino secundário obtido fora da Dinamarca, candidatas-te até 15 de março, às 12:00 – quer concorras no kvote 1, quer no kvote 2. Se as tuas notas puderem ser convertidas para a escala dinamarquesa, és considerado nos dois contingentes. O prazo de 5 de julho, às 12:00 é para quem tem um diploma dinamarquês e concorre no kvote 1; para ti, é apenas a data-limite para entregar documentos em falta, por exemplo de cursos complementares. Os resultados saem a 28 de julho e tens de aceitar a vaga até 2 de agosto.
Para um mestrado candidatas-te diretamente à universidade – cada uma define os seus prazos.
Se vens de um país fora da UE/EEE e da Suíça, lembra-te de que, depois de seres admitido, ainda precisas de uma autorização de residência, cujo processo demora normalmente cerca de dois meses – por isso candidata-te cedo e responde depressa à oferta de vaga (ver: Residência e formalidades).
Não existe um exame nacional de acesso. No kvote 1 contam apenas as notas; no kvote 2 a instituição pode fazer uma prova ou uma entrevista próprias. As instituições de artes fazem provas de aptidão.
Muitos cursos têm requisitos específicos de disciplinas – determinadas disciplinas do ensino secundário a um certo nível (no sistema dinamarquês, A, B ou C). A melhor forma de saber se as disciplinas do teu diploma do secundário os cumprem é perguntar à instituição a que te candidatas.
Todos os cursos exigem um bom nível de inglês. O padrão é o nível dinamarquês «English B»:
Alguns cursos exigem o nível mais alto, «English A»: IELTS pelo menos 7,0, TOEFL iBT 94–101 pontos ou Cambridge CPE.
Nos cursos lecionados em dinamarquês, normalmente tens de passar no exame de dinamarquês como segunda língua (Studieprøven i dansk som andetsprog). Os estudantes internacionais podem aprender dinamarquês gratuitamente – por isso, podes começar com uma licenciatura em inglês e passar mais tarde para um mestrado em dinamarquês.
Os cidadãos da UE/EEE e da Suíça não precisam de visto. Se ficares mais de 3 meses, tens de tratar de duas coisas:
Sem número CPR, quase tudo na Dinamarca fica complicado, por isso não deixes isto para depois. A informação prática para quem chega está reunida em lifeindenmark.dk.
Os estudantes de países fora da UE/EEE e da Suíça precisam de uma autorização de residência para o ensino superior emitida pela SIRI. Crias um número de processo (case order ID), pagas a taxa (3060 DKK em 2026) e submetes o formulário ST1 – a instituição preenche a parte 1 e tu a parte 2. No prazo de 14 dias após o pedido online, tens de recolher os dados biométricos (fotografia e impressões digitais) numa representação diplomática dinamarquesa no estrangeiro ou num balcão da SIRI. O processo demora normalmente 2 meses. Tens de provar que te consegues sustentar: 7426 DKK por mês (2026) e, no máximo, 89 112 DKK para estudos com mais de um ano – por exemplo, com um extrato bancário recente em teu nome ou documentos de uma bolsa. Segundo a SIRI, as propinas já pagas do primeiro semestre também contam como prova de meios. Com a autorização e uma morada, obténs o número CPR da mesma forma descrita acima.
Seguro de saúde: se vens da UE/EEE ou da Suíça, traz para começar o Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD). Depois de te registares com o número CPR, recebes o cartão de saúde dinamarquês amarelo, que dá acesso aos cuidados de saúde públicos – para os estudantes de fora da UE/EEE, é válido logo após o registo.
Estudar na Dinamarca é gratuito para os estudantes da UE/EEE e da Suíça, também nos cursos lecionados em inglês. Os estudantes de intercâmbio também não pagam.
Os estudantes de países fora da UE/EEE pagam normalmente 6000–16 000 € por ano (45 000–120 000 DKK) por uma licenciatura ou um mestrado. A instituição indica-te o valor exato.
A Dinamarca não é um país barato. Segundo o Study in Europe, um estudante gasta normalmente 1000–1700 € por mês, conforme a cidade e o estilo de vida. O Study in Denmark divide assim o orçamento mensal:
Para teres uma ideia: 1 € equivale a cerca de 7,5 DKK.
Começa a procurar alojamento vários meses antes de chegares. Nas grandes cidades é muito difícil encontrar quarto em agosto e setembro, e o Study in Denmark desaconselha chegar sem alojamento confirmado. Logo que fores admitido, contacta a tua instituição – ela ajuda-te a conseguir lugar numa residência de estudantes (kollegium) ou indica-te as opções locais.
As Danish Government Scholarships (bolsas do Governo dinamarquês) destinam-se apenas a estudantes de países fora da UE/EEE e da Suíça – pergunta à instituição a que te candidatas se as oferece. Para os estudantes da UE/EEE há outras opções:
As condições do SU e o pedido de equiparação estão em su.dk.
Os cidadãos da UE/EEE e da Suíça podem trabalhar na Dinamarca sem qualquer autorização e sem limite de horas.
Os estudantes de países fora da UE/EEE inscritos num curso acreditado pelo Estado podem trabalhar 90 horas por mês de setembro a maio e a tempo inteiro em junho, julho e agosto; o direito a trabalhar vem com a autorização de residência. Se te candidatares a um curso sem acreditação estatal, não tens direito a trabalhar (para pedidos apresentados a partir de 2 de maio de 2025). Trabalhar mais do que o permitido é considerado trabalho ilegal.
Começa pelo gabinete de carreiras da tua instituição. Em workindenmark.dk encontras guias sobre como procurar um trabalho para estudantes, escrever uma candidatura e sair-te bem numa entrevista. Vale a pena aprender dinamarquês – aumenta muito as tuas hipóteses de encontrar trabalho durante e depois dos estudos. Para os estudantes da UE, trabalhar horas suficientes também pode abrir caminho ao apoio SU.
Dinamarca – trabalho
Como encontrar trabalho no estrangeiro?
Fontes: Comissão Europeia – Study in Europe (education.ec.europa.eu/study-in-europe), Eurostat, portais nacionais oficiais e autoridades competentes em matéria de estudos e residência, Eurodesk, enic-naric.net, estudarnaeuropa.eu. Atualizado: setembro de 2026.